segunda-feira, 7 de setembro de 2026

32ª edição do Grito dos Excluídos da Arquidiocese de Manaus

 




Paolo Cugini

 

O Grito dos Excluídos e Excluídas é um conjunto de manifestações populares que ocorrem anualmente no Brasil no dia 7 de setembro. Criado em 1995, o movimento surgiu por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de pastorais sociais com o objetivo de promover uma reflexão crítica no Dia da Independência. A ideia central é dar voz e visibilidade às populações vulneráveis e historicamente marginalizadas do país

A 32ª edição do Grito dos Excluídos da Arquidiocese de Manaus, levou uma programação diversificada ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A mobilização reuniu centenas de participantes, movimentos sociais e pastorais da Igreja em um dia de manifestações artísticas, reivindicações sociais e passeata. Na parte da tarde, a 32ª edição do Grito teve uma programação diversificada com apresentações artísticas, como danças, encenações e recitação de poemas, além da Missa Amazônica. O encerramento da mobilização ocorreu com uma caminhada que saiu do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia em direção ao Complexo Viário Gilberto Mestrinho, localizado no bairro Coroado.



O Grito dos Excluídos e Excluídas deste ano teve como foco a conscientização da sociedade sobre a importância da participação efetiva na defesa das pautas sociais, destacou Dom Samuel Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, que presidiu a Missa. Realizado pela Arquidiocese de Manaus, por meio das Pastorais Sociais, o evento teve como tema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia - Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A proposta era dar visibilidade às demandas da população em situação de vulnerabilidade e promover discussões sobre direitos humanos, moradia, proteção do meio ambiente, soberania, paz e enfrentamento à violência contra as mulheres.



Um dos momentos de debate abordou a violência contra as mulheres e os casos de feminicídio. Entre as participantes estava a mãe de Camila Vitória Fritz, jovem de 27 anos que foi vítima de feminicídio. Segundo a família, o caso ocorreu há quase três anos e ainda há cobrança por uma resposta da Justiça. Durante a conversa, ela destacou que espaços como o Grito dos Excluídos ajudam a dar visibilidade a situações de violência que muitas vezes permanecem dentro de casa.

“Violência é a partir de falas, de gritos, de baixo calões. Isso também é violência. A partir também da falta de alimentação em sua casa, isso também é violência”, afirmou.



A paróquia são Vicente de Paulo situado no bairro Compensa participou, como todos os anos, de forma expressiva ao evento, com a camisa do Movimento fé e Política, Movimento que atua neste período distribuindo panfletos da lei 9840, contra a corrupção política no Brasil.

 

 

2 comentários:

  1. Parabéns Pe Paolo, é reconfortado saber que ainda existem pessoas que se preocupam com o outros, que são sensíveis a dor de quem é injustiçado, nunca participei desse movimento, mas acho uma iniciativa válida, o olhar de Deus para os pobres. 🪴

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  2. Muito bonito de ver a participação expressiva do POVO DE DEUS nesse 32° grito dos excluídos, apesar do forte calor na cidade. Parabéns a Paróquia São Vicente de Paulo na pessoa do padre Paolo Cugini que de maneira incansável trabalha na conscientização em todos os âmbitos: políticos, sociais, culturais e religiosos, sempre em defesa dos menos favorecidos, dos pobres e invisíveis da sociedade.

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