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quinta-feira, 25 de junho de 2026

CONHECE O PROGRAMA PÉ-DE-MEIA?

 



O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional do Governo Federal do Brasil, criado pela Lei nº 14.818 de 2024, que funciona como uma poupança para estudantes de baixa renda do ensino médio público. Seu principal objetivo é evitar a evasão escolar e garantir que os jovens concluam os estudos.

Quem tem direito?

  • Estudantes de 14 a 24 anos matriculados no ensino médio regular da rede pública.
  • Estudantes de 19 a 24 anos integrados na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
  • Famílias que fazem parte do Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário-mínimo.
  • É obrigatório possuir o CPF regularizado

 

Como funcionam os pagamentos?

O programa divide o dinheiro em quatro tipos de incentivos:

  • Incentivo-Matrícula: R$ 200 pagos uma vez ao ano no ato da matrícula.
  • Incentivo-Frequência: R$ 1.800 por ano, divididos em parcelas mensais de R$ 200, para quem mantiver pelo menos 80% de presença nas aulas.
  • Incentivo-Conclusão: R$ 1.000 depositados ao final de cada ano letivo aprovado. Este valor acumula e só pode ser sacado após a formatura no ensino médio.
  • Incentivo-Enem: R$ 200 pagos em parcela única aos alunos do 3º ano que participarem dos dois dias do exame.

Ao concluir os três anos de estudos cumprindo todos os requisitos, o estudante pode acumular um total de até R$ 9.200.

Como se inscriver?

Não é necessário fazer inscrição por conta própria. As próprias escolas públicas enviam os dados de matrícula diretamente ao Ministério da Educação (MEC). A Caixa Econômica Federal abre uma conta poupança digital de forma automática e gratuita para o estudante selecionado. O acompanhamento de datas e liberação de valores pode ser feito diretamente pelo App CAIXA Tem ou pelo portal oficial de Consulta Pé-de-Meia

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

PASTORAL DA JUVENTUDE – CONTINUANDO A REFLEXÃO

 



Paolo Cugini (2006)

 

No número de junho do Jornal “Caminhar Juntos” comecei uma reflexão sobre a pastoral da juventude. Naquele artigo coloquei algumas exigências que parecia-me imprescindíveis para participar de um grupo jovem da Igreja católica: o amor a Cristo e o amor a Igreja. Salientei isto porque perante a multidão de jovens que não freqüentam a Igreja, a tentativa para atraí-los ou de conduzi as lideranças dos grupos abaixaram o nível da proposta. Só, que desta forma engana-se os jovens. Também o problema não é este, os salões no Sábado a noite de jovens, mas, criando ambientes vivos, onde os jovens experimentam antes de mais nada uma amizade, um relacionamento humano, uma atenção pessoal.

 

Isto que parece-me o ponto central do problema. O risco das dioceses e das paróquias com falta de vontade e criatividade, é de apresentar uma proposta morna, insossa, sem amor, aquela mesma proposta que o mundo oferece, embora com conteúdos diferentes. As praças e as boates nas festas ficam cheias de jovens anônimos que não se conhece, e continuam no anonimato depois da festa. Tudo começa e termina na festa. A empolgação vai embora um dia depois e nínguem lembra mais de ninguém. Pelo contrário Jesus quando encontrava alguém parava para dialogar com ele, se afastava da mutidão e da confusão para que o diálogo pudesse descer em profundidade. Sem dúvida quem encontrava Jesus lembrava dele; era um encontro que marcava a vida. Encontrar os jovens dessa forma é aquilo que está precisando. Nessa altura da pra entender que o problema não está na sigla (PJ, MP, PJ, PJR, PJE, RNC...), mas na intensidade da relação que conseguimos tecer com os jovens que encontramos.

 

Por isso queremos nos comprometer para formarmos grupos de amigos, de pessoas que se amam, se respeitam, que aprende através da vida de grupo, a se perdoar, a partilhar, a dialogar. O mundo não oferece nada disso por isso para formar grupo jovem desse tipo é preciso passar para uma forte experiência de Deus. Não se formam grupo jovem simplesmente porque quer desenvolver um trabalho. Se começa um grupo jovem com o desejo de ajudá-los assim encontrarem com Jesus Cristo para fazer a experiência dele, para viver como Ele. O grupo jovem da Igreja católica tem uma identidade bem precisa: o Evangelho de Jesus cristo. Se é assim, pode coordenar um grupo jovem só aquela pessoa que está buscando conhecer a Jesus e está amando a sua Igreja.

 

Os trabalhos (políticos, sociais, educativos... ) que o grupo desenvolve torna-se uma conseqüência e nunca a prioridade. De fato, a experiência desses anos ensina-nos que quanto mais os jovens de um grupo se esforçam para aprimorar a vida espiritual e a vivencia na Igreja, tanto mais se comprometem com vontade e dedicação os trabalhos sociais. Pelo contrário quem começa um grupo jovem para “fazer um trabalho” sem cuidar da vida espiritual é destinado ao fracasso. “queremos ver Jesus: Caminho, Verdade e Vida”: O tema do projeto pastoral da CNBB para os próximos anos. Que este desejo de ver Jesus esteja nos corações de todas as pessoas de boa vontade que trabalham para e com a juventude da nossa paróquia.

domingo, 26 de abril de 2020

JUVENTUDE E ACOMPANHAMENTO ESPIRITUAL






Paolo Cugini

Uma característica ligada à problemática da juventude gira em redor do problema do sentido da vida. Todo jovem vive a angustia do próprio futuro, daquilo que será dele, do trabalho que irá arrumar e assim em diante. Muitas vezes a angústia do futuro leva o jovem para caminhos errados. É difícil, de fato, agüentar o peso da insegurança, sobretudo quando é encaixada numa situação econômica e social carente. Ser jovem, apesar das aparências e dos mitos que consideram a juventude a idade da alegria, da falta de compromisso, não é fácil.  O jovem percebe a cada dia a responsabilidade de tomar as decisões justas para que a própria vida possa enveredar o caminho certo. Aonde arrumar o dinheiro para entrar no cursinho que prepara para o vestibular? E depois, passado o vestibular, como manter os próprios estudos? Seria melhor arrumar um trabalho sem carteira assinada, ou esperar e correr atrás de algo mais seguro? E que preço seria disposto a pagar para uma segurança econômica? Um dos trabalhos mais seguro é sem dúvida aquilo que se encontra nas prefeituras. Muitas vezes, porém, entrar no orgânico da prefeitura significa calar a boca, não ter mais a possibilidade de denunciar as situações de injustiça, corrupção que acontecem á luz do sol. Vale a pena perder a própria liberdade em troca de uma segurança econômica que, muitas vezes, é mixaria pura? Problemas em cima de problemas; quem ajuda os jovens a resolvê-los? É claro que cada um é responsável da própria vida, mas é possível ajudar um jovem nesta fase tão delicada da sua vida?  

A primeira forma para ajudar um jovem nesta fase tão delicada da vida é, sem dúvida nenhuma, o diálogo. Só que, logo que um adulto se aproxima ao jovem para tentar abrir um espaço, ali encontra uma parede chamada desconfiança. Por toda uma série de fatores, o jovem é naturalmente desconfiado para com o adulto. É preciso, então, se armar de santa paciência e começar a subida da “montanha” da confiança. Trata-se, de fato, de uma verdadeira conquista, feita de etapas, de derrotas, de contínuo esforço para conseguir uma brecha na amizade da juventude. É claro que aquilo que aqui se entende, não é a simples conversa, ou a brincadeira alegre e descontraída.  Dialogar com um jovem para ajudá-lo a enfrentar os problemas da vida, significa entrar no mundo delicado da vida interior. Além disso, a grande dificuldade que se encontra neste caminho, é que dificilmente o jovem na infância e na adolescência foi ajudado a descobrir e a lidar com a própria interioridade.  Isso vale, sobretudo, nos lugares aonde, muitas famílias são envolvidas na busca cotidiana dos elementos básicos para viver ou, em muitos casos, para sobreviver e, para quem deve enfrentar estes problemas, não sobra muito tempo para cuidar da reflexão e da vida interior.  Por isso quando um adulto se aproxima do jovem para tentar ajudá-lo a viver com mais serenidade os problemas da vida, encontra logo a desconfiança e medo de escutar aquilo que sente dentro de si e que amiúde abafa por não querer sofrer.  

Nessa altura dá pra entender que, acompanhar a espiritualmente um jovem, não é apenas ensinar a rezar, a meditar a Palavra de Deus, mas fazer com que a oração e a Palavra possa iluminar e penetrar  a sua vida, influenciar as suas decisões, preencher de sentido os seus atos. Sem dúvida, não é qualquer pessoa que pode fazer isso. Somente quem já passou a própria juventude lidando com a própria vida interior e se esforçando na vida adulta a moldar a própria existência no Evangelho, pode ajudar alguém neste caminho. Seria bom encontrar nas paróquias pessoas disponíveis por este trabalho tão importante e, ao mesmo tempo, tão delicado.


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

DICAS PARA UMA REVOLUÇÃO ESPIRITUAL




Paolo Cugini

Dizia Charles Péguy, grande poeta e filosofo francês, que a verdadeira revolução não se realiza com as armas, mas com o espírito. O problema de uma sociedade corrupta não se resolve com a violência, mas com uma educação moral e cultural. Se a podridão escancarada está tomando conta da classe política, isso é um reflexo daquilo que está dentro. Então não adiantam medidas exteriores: é um homem novo, uma mulher nova que deve ser construído/a. Quem acredita nas possibilidades do homem, reconhece que o caminho é por ai. Quem acredita que o homem foi criado a imagem de Deus, sabe que é a reconstrução desta imagem o grande trabalho a ser realizado.
O problema é sempre o mesmo: como? Como sair dessa situação lastimável?

Em primeiro lugar, é necessário criar espaços para ajudar as pessoas à pensar, se confrontarem, discutir, formar-se uma própria idéia. Em municípios onde quem não fica com a situação é sistematicamente perseguido ou, pior ainda, considerado um inimigo, torna-se urgente criar espaços culturais aonde as pessoas se sintam a vontade para expressarem as próprias idéias sem medo de retaliações. Uma das características da imagem de Deus contida no homem é a liberdade. Onde a liberdade estiver ameaçada, como é no nosso caso, deve ser feito tudo o possível para criar estratégias capazes de estimular a capacidade reflexiva das pessoas. A liberdade é de fato, ligada à capacidade de pensar típica do homem e da mulher. Sempre admirei a liberdade de expressão que, neste contexto sócio-politico de terceiro-mundo, torna-se coragem, ousadia. È isto que deveria produzir uma seria reflexão na liderança política dos nossos municípios. Não é possível, de fato, medir o desenvolvimento de um povo fazendo referencia somente aos indicadores econômicos. Não adianta expor a lista das obras realizadas, quando não se fez nada para ajudar a criar um clima social mais livre. A democracia é a convivência dos opostos, o respeito das idéias alheias. Aonde isto não acontece, não é possível falar de democracia, mas de oligarquia- governo de poucos-, ou de monarquia, governo de um só.  

Liberdade e cultura caminham juntas. Até quando é o prefeito da cidade que decide quem ensina aonde, não haverá crescimento cultural. Um professor amedrontado passa para os próprios alunos a própria covardia e, esta, não favorece o desenvolvimento de uma personalidade autônoma. Sendo que dificilmente mudarão no breve período estas leis feitas pela mesma elite na época do coronelismo, será necessário que os poucos homens e as poucas mulheres livres, ou seja não atrelados/as ao poder, inventem meios para despertar os espíritos mais ousados. Não basta, de fato debater, analisar. Precisamos de homens e de mulheres que saibam agüentar a maldade do poder, as suas mesquinharias para inventar estratégias novas. Nessa altura, fazer cultura significa inventar técnicas de resistência, um contra-pensamento que desmascare as armadilhas de morte escondidas nas mentiras do poder. Se quisermos reconstruir cidades aonde seja possível pensar, gritar a própria liberdade, falar com qualquer pessoa sem medo de sermos vistos pela posição, devemos considerar totalmente fracassado o atual projeto político. De fato, estamos nauseados de políticos corruptos, que cuidam discaradamente dos próprios interesses pessoais o familiares, que gostam cinicamente de humilhar aqueles que eles chamam de inimigos.  Chega de promessas mentirosas, de mascaras nas épocas das eleições, de palavras recheadas do nada. Precisamos de homens e mulheres autênticos, que tenham uma só palavra. Estes homens e estas mulheres não se encontram no atual poder político. Por isso não queremos nas nossas fileiras pessoas interessadas a subir a escada do poder político. Se no passado cometeram este pecado, serão perdoados se terão a força de libertar-se destes desejos impuros e imorais.

A libertação será moral o não será nunca: é este o nosso grito. Por isto é necessário ajudar os adolescentes e jovens para que eles descubram a riqueza da própria vida interior, não para fugir num narcisistico individualismo, mas para assumir com mais força a própria dignidade humana. Ser homem e mulher não é apenas um direito: é também um dever. Sentir o compromisso de cuidar de si mesmo e das pessoas que moram perto de nós; perceber a responsabilidade que ser pessoa é cuidar dos outros, interessar-se deles: é esta consciência que deve ser despertada e formada. Estamos, de fato, vivendo não em décadas economicamente perdidas, mas sum humanamente disperdiçadas. Recuperaremos este tempo somente se fizermos o esforço de ajudar as novas gerações para que aprendam a pensar com a própria cabeça, sem medo de ninguém, mas somente com um grande temor de Deus no coração. O tempo é de Deus e Ele está  com todos aqueles e aquelas que se esforçam de proteger as suas criaturas do mal, para que no mundo reine o bem.





     

domingo, 16 de setembro de 2018

ESTAMOS PERDENDO A JUVENTUDE






Paolo Cugini

Foi esse o título de um artigo que chamou muito a minha atenção, que apareceu numa revista religiosa o mês passado. O autor – prof. Renold I. Blank – lançou um “grito de alerta” sobre a situação de juventude na Igreja Católica. Segundo ele, os grupos jovens da igreja alcançam pouquíssimos jovens, também porque a proposta deles é muito radical.

Quem não é engajado na luta social (PJMP) ou quem não quer rezar (grupos de oração) não pode pertencer ao grupo. E assim a grande maioria dos jovens não é atendida. Infelizmente os coordenadores dos grupos jovens, deparando sobre a dificuldade de liderar com os jovens, ficam paparicando os poucos sobreviventes abrindo mão do esforço missionário, base de um trabalho com a juventude.

Uma Igreja que quer ser proposta positiva para os jovens deveria, em primeiro lugar, sair nas estradas, nos praças, nas escolas e, porque não, nos bares para encontrar os jovens onde eles vivem. É o contato humano, o encontro pessoal o primeiro meio de evangelizar. O conteúdo passa através da relação e, esta, para acontecer, deve ser procurada e deve ser realizada de forma desinteressada. É a bondade das nossas relações que se torna sinal de algo de misterioso que provoca a curiosidade.

A maioria dos jovens não freqüenta a Igreja, não andam nos nossos “importantíssimos” encontros, não se sentem envolvidos em lutas sociais e não gostam de rezar. Nem por isso não precisam encontrar-se com os outros jovens, para aprofundar o conhecimento de si e do mundo. Aliás deveriam ser eles os primeiros sujeitos do nosso trabalho de evangelização.

Pessoalmente acho que o problema que não permite aos agentes de pastoral de fazer um passo mais firme para encontrar a juventude, è devido à maneira de entender o problema da evangelização. Para a esmagadora maioria dos agentes de pastoral, evangelizar os jovens significa catequizar, organizar grupos de oração, ou, grupos de engajamentos sociais. O fato é que mais de 96% dos adolescentes e jovens das nossas Paróquias, não entram nesses esquemas. Talvez, a historia está querendo nos convidar para pensarmos caminhos de evangelização deferentes, mais criativos, em outras palavras, mais atentos a realidade complexa da juventude de hoje.

Isto quer dizer que a Paróquia, além de promover grupos de jovens que querem aprofundar o conhecimento de Jesus (PJMP) e grupos de oração, deve aprender a pensar de uma forma mais livre e criativa. Deve, por assim dizer, elaborar umas propostas para a maioria dos jovens que não pisam o pé na Igreja e não se sentem atraídos pelas nossas propostas religiosas. Poderia ser este o trabalho de um conselho pastoral ou do grupo  dos coordenadores de grupos de jovens.

Mas não é um conselho pastoral que pode entender o rumo que a pastoral da juventude deve tomar. É a vivencia com os jovens, é a rua, a praça, os novos areópagos aonde a juventude se encontra, ou seja, nas redes sociais que se decide o que fazer e como enfrentar o delicado tema da evangelização da juventude. Não podemos, também, passar a vida toda se queixando porque os jovens não andam nas missas, pois é um tipo de proposta que não bate na vivencia deles. É tocando a realidade dos jovens que podemos entender o caminho que Deus está preparando para que possam se encontrar com Ele.

Para um tipo de trabalho desse, quer dizer bem missionário e despojado, é preciso pessoas que já encontraram o Senhor e que se alimentam do seu amor. Não tem possibilidade nenhuma de desenvolver um trabalho de evangelização se cultivar interesses pessoais. Talvez seja este o problema maior da nossa pastoral da juventude. Entram no campo da missão, obreiros que cultivam algumas expectativas pessoais, muitas vezes de tipo afetivo. Quando não tiver gratuidade, não vai muito longe no trabalho pastoral, pois a gratuidade é um sinal da presença de Jesus Cristo na historia.  São pessoas que alcançaram uma maturidade afetiva e humana que podem criar relações humanas livres e, por isso, caminho de um autentico encontro com Cristo. Pelo contrario, quando a ação pastoral no meio dos jovens é liderada por pessoas não resolvidas afetivamente, a projeção deles sobre os jovens que encontram é misturada e, ao mesmo tempo guiada, pelas carências afetivas não resolvidas.

Por isso Jesus não dava ousadia quando as pessoas o procuravam para prestigia-lo depois de um milagre. Ele não se alimentava da fama humana, mas do amor do Pai. Esta é uma grande indicação não apenas religiosa, mas também humana, que nos ajuda para avaliar a nossa maneira de liderar com as pessoas que nos rodeiam no trabalho pastoral, sobretudo com a juventude. Estou frisando a juventude porque a personalidade de um jovem é ainda em formação e o desastre que nele pode provocar um evangelizador carente e mal resolvido na afetividade, é demasiado grande. As crônicas que lemos nos jornais nestes dias, estão confirmando, infelizmente, as minhas palavras.