Filosofia política da época moderna
Paolo Cugini
A frase de abertura de O Contrato Social,
de Jean-Jacques Rousseau, resume o paradoxo da modernidade: a transição da
liberdade natural para a servidão civil. Para Rousseau, a liberdade não é
apenas um direito, mas a essência do ser humano; no entanto, a sociedade
contemporânea a ele (e a atual) transformou essa essência em uma estrutura de
dependências e aparências.
Rousseau argumenta que até os senhores são escravos.
Isso ocorre porque, em uma sociedade baseada na desigualdade e na propriedade
privada, quem domina depende do trabalho, do reconhecimento e da manutenção do
poder sobre o outro. O opressor está tão acorrentado ao sistema de opressão
quanto o oprimido, perdendo sua autonomia moral no processo.
Para entender a profundidade dessa crítica, é preciso
contrastá-la com Thomas Hobbes, autor de Leviatã. A divergência entre
ambos define os dois grandes eixos da filosofia política moderna:
Hobbes: possui uma visão pessimista. No "estado de natureza",
o homem é egoísta e violento ("o homem é o lobo do homem"). A vida
seria "solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta" devido à
guerra de todos contra todos.
Rousseau: Possui uma visão otimista (o bom selvagem). O homem nasce isolado,
mas amoral e pacífico, movido pelo amor de si e pela piedade. É a civilização e
a introdução da propriedade privada que corrompem essa pureza original. Hobbes
propõe o Estado absolutista. Para evitar o caos da guerra civil, os
indivíduos devem ceder todos os seus direitos a um soberano (o Leviatã), que
garante a ordem e a segurança através do medo e da autoridade centralizada. Rousseau
propõe o Estado democrático (Soberania Popular). O contrato social
legítimo não deve retirar a liberdade, mas transformá-la em liberdade civil. O
poder não pertence a um monarca, mas à Vontade Geral. As leis só são
legítimas se o povo for, ao mesmo tempo, autor e súdito delas.
Enquanto Hobbes busca a segurança a qualquer preço (mesmo
sob o jugo de um tirano), Rousseau busca a liberdade política e a
igualdade, acreditando que o único Estado legítimo é aquele que expressa o
interesse comum e não a vontade de um indivíduo sobre os outros.
Para Rousseau, a propriedade privada é o "pecado
original" da vida em sociedade. No seu Discurso sobre a Origem e
os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, ele identifica o momento
exato em que a humanidade deixou de ser livre para se tornar escrava das
próprias invenções. Rousseau afirma que o primeiro homem que, ao cercar um
terreno, disse "isto é meu" e encontrou pessoas simples o suficiente
para acreditar nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Para
ele, a terra não pertence a ninguém e os frutos pertencem a todos. No momento
em que a posse se torna um direito sagrado, surgem as divisões entre ricos
e pobres, e o sentimento de fraternidade é substituído pela competição. Rousseau
faz uma distinção psicológica crucial para explicar como nos tornamos
"escravos":
Amor de si: no estado de natureza, o homem busca apenas sua
preservação e bem-estar físico. É um sentimento instintivo e saudável.
Amor-próprio: com a propriedade e a vida social, surge a
comparação. Começamos a desejar o que o vizinho tem. O valor do homem passa a
ser o que ele parece ser (status, riqueza) e não o que ele é.
Isso nos torna dependentes da opinião alheia, ou seja, escravos das aparências.
Rousseau argumenta que o primeiro contrato social (o Estado) foi, na verdade, um
truque dos ricos. Percebendo que suas terras estavam em risco devido à
violência que a própria desigualdade gerou, os ricos convenceram os pobres a se
unirem sob um governo que protegeria a todos. Na prática, esse contrato
apenas legalizou a exploração, transformando o roubo (a ocupação da terra)
em um direito protegido por leis e magistrados.
É aqui que se entende por que o senhor é tão escravo
quanto o servo. O rico depende do trabalho do pobre para manter seu luxo. Vive
em constante medo de ser roubado. Torna-se prisioneiro de suas próprias
necessidades artificiais. Para Rousseau, a única forma de recuperar a liberdade
perdida não é voltando para a floresta (o que é impossível), mas criando
um novo contrato baseado na Vontade Geral, onde ninguém seja tão
rico que possa comprar alguém, e ninguém tão pobre que precise se vender. Para
Rousseau, a política sozinha não basta para libertar o homem; é necessária uma
revolução educativa. Em sua obra Emílio, ou Da Educação, ele
propõe um modelo que proteja a criança da "corrupção social" que
discutimos anteriormente.
A Educação negativa. Diferente da escola tradicional, que tenta moldar a
criança com regras e dogmas, Rousseau defende a educação negativa. Isso
não significa não ensinar nada, mas sim proteger o coração do vício e
o espírito do erro. O tutor não deve dar lições de moral, mas permitir que a
criança aprenda com as consequências naturais de suas ações.
O Respeito ao tempo da infância. Rousseau critica a pressa em transformar crianças em
miniadultos. Para ele, a infância tem formas próprias de ver, pensar e sentir. Até
os 12 anos o foco deve ser o desenvolvimento dos sentidos e do corpo,
e não do intelecto abstrato. A criança deve viver no presente, sem ser
escravizada por um futuro que ela ainda não compreende.
Aprender pela Experiência (As Coisas, não os Livros). Rousseau afirma que
"o único livro de Emílio será o mundo". Ele prefere que o
aluno aprenda geografia se perdendo na floresta ou física observando o sol, em
vez de decorar mapas. O objetivo é desenvolver o julgamento próprio para
que o indivíduo não aceite ideias prontas da sociedade (o
"amor-próprio" ou a vaidade).
A Autonomia contra a dependência. O grande objetivo da educação de Rousseau é criar um
homem autônomo. Se o homem é corrompido porque se torna dependente da
opinião alheia e do luxo, a educação deve ensiná-lo a ser autossuficiente. Emílio
aprende um ofício manual (marcenaria, por exemplo), não para ganhar
dinheiro, mas para que, se a roda da fortuna girar e ele perder tudo, ele ainda
possua a si mesmo e saiba prover sua subsistência sem ser escravo de ninguém.
Somente na adolescência, quando o jovem descobre que
os outros sofrem, é que se deve ensinar a moral. Ao sentir piedade (um
sentimento natural que a sociedade costuma sufocar), o indivíduo se conecta aos
outros não pela competição ou vaidade, mas pela humanidade comum. Isso o
prepara para ser um cidadão capaz de seguir a Vontade Geral.
Pergunta: o que acha da proposta de Rousseau?
O Contexto de John loocke surgiu o contexto ao redor do Castelo busca de autonomia política,a crise foi buscando pelo território,a reforma de Lutero uma série de guerras religiosas cem anos se alastraram por toda Europa,John Loocke trabalharam os mesmo assunto Maquiavel era um Político ele foi ligado a medici família mais poderosa segurou a invasão francesa
ResponderExcluirJohn Loocke propriedade tema privado a pessoa,o bem público cria se um Estado de governo para garantir a própria propriedade o fundamental da filosofia política os homens são iguais, igualdade da liberdade ninguém tem direito de impor nas pessoas,a lei da natureza e uma manifestação da lei divina Tomás de Aquino era favor de transgredir as leis todo mundo tem o direito de se defender estado natureza para viver em paz e necessário que que os homens vivem em equilíbrio em estado de natureza um homem agride o outro estado de guerra que produz inimizades Loocke estado de natureza não existe figura do soberano govenante,existe a propriedade o Estado tem garantia da paz da harmonia moradia a pessoa e proprietário de mim mesma pessoa aprende a cultivar artesã alguém ensinou ela quando o governo ganha ele tem três meses para se alinhar uma eleição o outro saí deixa tudo arrombado
Thomas Hobbs homens livres você coloca um indivíduo e entra em desconfiança se somos iguais não gostamos quando chama atenção Hobbies e um único caminho para manter a paz o Presidente Americano tinha que fazer no contexto diz a pessoa devo renúncia pulsões paixões e os desejos não pisar encima do outro para sobreviver modelo democrático que o poder administrativo da cidade os seres humanos entram em conflitos pela competição desconfiança vaidade procuram seu próprio valor.
O que há em comum em toda a história da humanidade é a acumulação, seja de escravos, de terras ou de capital, seja na antiguidade clássica, no feudalismo ou na era contemporânea, onde a burguesia se transforma de comercial à bancária sem, no entanto, perde seu cerne mais humano, o desejo de poder transparecido em acúmulo de riquezas.
ResponderExcluirNessa busca o homem discute até mesmo seu bem mais valioso, segundo Rosseuau, a sua própria liberdade, desenvolvendo meios de dominação tão engeinhosos que os dominados chegam mesmo a defender sua escravidão, se tornando fiéis servos ideológicos daqueles que os escravizam.
A idéia de Rosseau para se livrar dessa dominação, inclusive ideológica, foi revisitada por pensadores da atualidade, que afirmam que somente a educação libertária é capaz de livrar o povo de sua escravidão, com o aprendizado se dando a partir da leitura do mundo, e não pela imposição de dados ou conteúdos.
A proposta educacional de Jean-Jacques Rousseau revela-se profundamente inovadora ao valorizar a formação do ser humano desde os primeiros momentos da vida. Para o filósofo, a educação da criança deve ocorrer de maneira orientada, mas sem sufocar sua liberdade natural. Nesse sentido, o erro não é visto como algo a ser reprimido, mas como parte essencial do processo de aprendizagem. Ao permitir que a criança experimente, erre e reflita sobre suas ações, promove-se um desenvolvimento mais autêntico, no qual os equívocos do presente tornam-se fundamentos para os acertos futuros.
ResponderExcluirOutro aspecto relevante de seu pensamento é a valorização das diferentes fases da vida. Rousseau compreende que cada etapa possui um valor próprio e insubstituível: a infância deve ser vivida com liberdade, marcada pelo brincar, pelo descobrir e pelo aprender de forma natural. Tal perspectiva evita que, na vida adulta, o indivíduo carregue frustrações decorrentes de uma infância reprimida ou mal vivida. Assim, respeitar o tempo de cada fase é condição essencial para a formação de um sujeito equilibrado e pleno.
Além disso, a busca pela autonomia ocupa um lugar central em sua teoria. Contudo, essa autonomia não é algo imposto, mas construída gradualmente por meio das experiências e das vivências cotidianas. A moral, portanto, não deve ser apenas ensinada de forma abstrata, mas aprendida na prática, nas relações e nas consequências das próprias ações. Desse modo, o indivíduo torna-se capaz de agir de forma consciente e responsável dentro da sociedade.
Por fim, Rousseau propõe uma educação em harmonia com a natureza humana, contrapondo-se aos modelos rígidos e artificiais de seu tempo. Em sua obra Emílio, ou Da Educação, defende que o educador deve assumir o papel de mediador, criando condições para que o próprio educando desenvolva seu senso crítico e sua liberdade. Essa proposta mostra-se extremamente atual, sobretudo diante de contextos educacionais ainda marcados pela repressão e pela padronização, reafirmando a importância de uma formação que priorize a liberdade, a experiência e a construção integral do ser humano.
Temos dois pensadores, Rousseau, Hobbes, eles mostram que tem duas visões opostas sobre o ser humano.
ResponderExcluirHobbes acha que as pessoas precisam de um governo forte porque são movidas pelo medo, enquanto Rousseau acredita que as pessoas são boas por natureza e que a liberdade deve ser preservada pelo povo junto.
Podemos perceber bem a diferença entre amor de si, cuidar de si de forma saudável, e amor-próprio , querer ser melhor que os outros, depender da opinião alheia. Uma curiosidade interessante é que, essa análise muito atual porque hoje vivemos isso intensamente nas redes sociais.
Também foi bem explicado por que Rousseau culpa a propriedade privada pelo início das desigualdades sociais, e como a educação, segundo Rousseau, é fundamental para mudar a sociedade.
Portanto, aponta uma fragilidade que o trabalho poderia ter explorado, se toda decisão deve seguir a Vontade Geral, o que o povo quer coletivamente, quem protege o indivíduo quando a maioria está errada.
De fato, os ideais de Rousseau são coerentes e pertinentes para serem aplicados nos sistemas de Estado atuais, em nossas realidades constitucionais. Ressalto, dando razão à sua explanação acerca da liberdade do homem, que ela é deturpada em razão da propriedade privada e afins, fazendo com que o homem acabe se tornando escravo da própria sociedade, do dinheiro e da opinião dos outros. Essas críticas continuam bastante atuais se pararmos para analisar minuciosamente.
ResponderExcluirAdemais, a proposta de um país onde todos fazem as leis juntos, pensando no bem de todos e não só dos ricos, é uma utopia da igualdade que todos gostaríamos de viver. Assim como a proposta educacional livre, que preza pela experiência do educando e por suas vivências em contextos que projetem empiricidades correspondentes à faixa etária de cada sujeito, tornando desnecessárias regras rígidas e pré-estabelecidas, em função de um aprisionamento e de uma disciplina comportamental e ideológica.
Todavia, na vida real, isso é quase impossível de acontecer. Infelizmente, as concepções rousseaunianas ainda beiram a sua implantação em uma sociedade capitalista, desigual e segregadora.
Imaginemos o mundo de hoje, com tanta gente, tanta diferença de opinião e uma economia gigante: como fazer para ninguém ser muito rico e ninguém ser muito pobre? É uma lástima encarar uma realidade em que o mundo funciona baseado na propriedade privada e na competição, justamente tudo o que é contrário às ideias de Rousseau. Algumas coisas podem até fazer parte das ações que o Estado implementa, mas a sua totalidade ainda está muito distante de ser colocada em prática.Além disso, como saber o que é o melhor para todos? Cada um pensa de um jeito.
Na realidade, toda a ideia de Vontade Geral pode ser muito mal interpretada e utilizada de má-fé, a fim de invisibilizar a vontade de alguns controlarem outros, alegando que estão fazendo o melhor para o bem comum da sociedade.Rousseau escreveu coisas muito pertinentes que nos fazem pensar, mas sua receita é muito idealista. Ainda assim, serve como inspiração para tentarmos aplicar partes dela aos nossos modelos de Estado atuais, na tentativa de assegurar os direitos humanos e o bem-estar social.
Rosseau tem uma proposta bem interessante, mas, de certo modo, é uma proposta idealista. Ele apresenta como a desigualdade e a propriedade fazem ou podem fazer as pessoas perderem a liberdade que têm. Até quem manda também depende do sistema, essa é uma ideia muito atual. Além disso, nessa proposta de Rousseau, ele defende que a população deve ter o poder, ou seja, ele valoriza a igualdade e a participação de todos
ResponderExcluirContudo, acredito que é difícil colocar tudo isso em prática. Sim, porque a "vontade geral" pode, de certo modo, gerar conflitos e nem sempre será fácil de entender. Diferente de Hobbes, Rousseau põe muita confiança na bondade do ser humano e isso é, de certa forma, arriscado. Mas não deixa de ser uma proposta importante como um ideal. Seria, talvez, uma utopia de uma sociedade mais justa e livre.
Acredito que é a proposta dele é e continua sendo importante atualmente, principalmente se formos pensar sobre a sociedade em que estamos inseridos. Isto é, estamos em um tempo que somos levados refletir e questionar sobre as desigualdades, a dependência das aparências e o que seria o verdadeiro sentido de liberdade. Além do mais, a proposta dele mostra que a mudança não depende apenas do poder político, mas da educação, porque é necessário formar cidadãos mais autônomos e conscientes. Por isso, assim penso, mesmo que não seja fácil de aplicar totalmente, as ideias de Rousseau nos ajudam a buscar uma sociedade que seja mais equilibrada, onde cada pessoa seja mais livre e menos dependente uma da outra.
A proposta de filosofia política de Rousseau é centrada na ideia de que o poder político deve vir do povo. Para ele, a sociedade só é justa quando todos participam, de alguma forma, das decisões que afetam a vida coletiva. Diferente de outros pensadores que defendiam o poder concentrado nas mãos de um rei ou de poucos, Rousseau acreditava que a soberania pertence ao povo como um todo.
ResponderExcluirNo seu livro mais conhecido, Do Contrato Social, ele explica que os seres humanos, ao viverem em sociedade, fazem um “contrato”. Esse contrato não é um papel assinado, mas uma espécie de acordo em que cada pessoa abre mão de uma parte da sua liberdade individual para viver em comunidade. Em troca, recebe proteção e a garantia de direitos. Assim, ninguém fica acima da lei, e todos devem obedecer às regras que eles mesmos ajudaram a criar.
Um conceito muito importante em Rousseau é o de “vontade geral”. Ele diz que não basta pensar apenas no interesse próprio; o ideal é buscar aquilo que é melhor para todos. A vontade geral não é simplesmente a soma das opiniões individuais, mas aquilo que realmente favorece o bem comum. Por isso, quando as leis seguem a vontade geral, elas são justas e devem ser obedecidas.
Rousseau também critica a desigualdade social. Para ele, a desigualdade não é natural, mas surge com a sociedade, principalmente com a propriedade privada. Quando algumas pessoas acumulam muito e outras têm pouco, surgem injustiças e conflitos. Por isso, ele defende uma organização política que reduza essas desigualdades e promova mais igualdade entre os cidadãos.
A filosofia política de Rousseau valoriza a participação popular, a igualdade e o bem comum. Ele acreditava que uma sociedade só é legítima quando o povo é realmente o dono do poder, e não apenas governado por ele.
Rousseau sua filosofia para ele Ordem social, defende a igualdade e a justiça com a corrupção social. Homem visto que ele é sujeito de direito. Vil limitada. Pela vontade gera, é o senhor verdadeiro de si, obediência. Todavia para formar lei é necessário para conhecimento Hermano.
ResponderExcluirRousseau traz uma crítica muito forte à sociedade ao mostrar que a liberdade não se perde apenas para os oprimidos, mas também para quem detém o poder. Achei interessante essa ideia de que até o “senhor” é escravo, porque depende do reconhecimento e da manutenção das aparências, o que faz pensar muito sobre a nossa sociedade atual, tão baseada em status e comparação.
ResponderExcluirA proposta dele de um contrato social baseado na vontade geral parece mais justa do que a visão de Hobbes, mas ao mesmo tempo levanta dúvidas sobre como isso funcionaria na prática, já que nem sempre o “interesse comum” é claro ou realmente coletivo. Ainda assim, a crítica à propriedade privada e ao amor-próprio como fonte de desigualdade continua muito atual.
Também chama atenção a importância que Rousseau dá à educação, como caminho para formar indivíduos mais autônomos e menos dependentes da opinião dos outros. Isso faz pensar se, hoje, a educação realmente contribui para a liberdade ou acaba reforçando esse mesmo sistema de dependências que ele critica.